quinta-feira, setembro 10, 2009

ÚLTIMO DOS JUSTOS

ÚLTIMO DOS JUSTOS

Último dos Justos, O - ANDRE SCHWARZ-BART“Vemos as luzes das estrelas Mortas”. Assim começa o romance intrigante de André Schwarz-Bart (1928-2006), “ O Último dos Justos”, vencedor do maior prêmio da literatura francesa,o prêmio Goncourt em 1959. Schwart-Bart era judeu nascido na Polônia e teve toda sua família exterminada na loucura nazista ,sobreviveu miraculosamente ( destes milagres que necessitam do auxílio das pessoas comuns de boa fé ) e juntou-se a resistência polonesa,emigrando para França após a guerra. Durante 11 anos trabalhou no livro que mistura ficção e fatos históricos, abrangendo um período de 500 anos, em que acompanha a trajetória de uma família judaica e todo o sofrimento que a acompanha. Esta família é premiada com o nascimento de um justo em cada geração, um dos 36 justos que sustentam o mundo,conhecidos como Lamed-Vav. Através da trajetória da família, testemunhamos séculos de sofrimento imposto aos judeus, principalmente pelos seus vizinhos cristãos. A existência do mal, é percebida seguidamente pelos personagens que estão em busca da presença Divina. A história se inicia com um martírio na Inglaterra medieval e após peripécias de muitas gerações,acompanha a história de Ernie Levy, o “ ùltimo dos justos” do título. A obra é inteligentemente montada e nos remete ao mesmo tempo à reflexão e ao humor. Shwarcz-Bart teve seu romance aclamado mundialmente, mas retirou-se para vida privada, escrevendo apenas outro romance( " A Mulata Solidão " ) e algumas obras em parceria com sua esposa.

A biblioteca da SIB dispõe de 02 exemplares da edição dos anos 60 da obra,que foi recentemente reeditada.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Maria e Nilson



Neste primeiro de setembro, tive a alegria de estar no lançamento do livro de poemas Caixa Preta de Nilson Galvão, amigo, poeta e irmão,cujo trabalho acompanho desde seus primeiros poemas ,lá na adolescência. Nesta data houve o lançamento do livro de Maria Sampaio, Continhos para cão dormir I,ambos pela P55 Edições ,capitaneada por Claudius Portugal. Os livros fazem parte da Coleção Cartas Bahianas, tem um tratamento editorial belíssimo e são gostosos de ler.

A fota aí de cima foi retirada do blog de Nilson, Blag.





domingo, agosto 30, 2009

EINSTEIN E SPINOZA- UM DIÁLOGO



Einstein descreveu em suas Notas Autobiográficas ,que recebeu lições religiosas dos 11 aos 12 anos de um familiar. Pela primeira vez na vida ele aprendeu sobre a fé judaica e a abraçou ao extremo: queria seguir o Kashrut e estudou a Bíblia com fervor,o que deve ter preocupado seus pais assimilados e não-religiosos. Este fervor no entanto durou pouco,assim que ganhou um livro de ciência, o entusiasmo inicial se dissipou. O resto da história conhecemos um pouco,sua notável carreira como cientista.

Einstein no entanto progressivamente reganhou um orgulho e respeito pela identidade judaica. Em 1914,ao se convidado a visitar a Rússia rejeitou,alegando que neste país “ os judeus são brutalmente perseguidos”. Logo descobriu que a herança judaica o definiria aos olhos dos europeus. Isto aumentou o seu orgulho de sua condição judaica. E embora tenha recebido muios ataques devido a sua condição de judeu,isto só fez aumentar seu orgulho e Einstein passou mais e mais a discutir assuntos judaicos e participar de campanhas sionistas. Embora sua relação com o judaísmo tenha se incrementado com o passar dos anos,nunca se tornou observante,porém declarou que se tivesse nascido nas pequenas cidades da Europa Oriental,teria se tornado um Rabino- os desafios intelectuais da tradição judaica o teriam satisfeito como fez a ciência. Aqui encontramos o encontro com o filósofo Judeu de origem português Baruch Spinosa ( 1632-1677),que Einstein declarou ser seu filósofo favorito. Ambos eram judeus respeitados ,educados e intelectualizados, e com treinamento na mentalidade científica. Os pontos de vistas de Spinoza sobre D'us atraiam Einstein: Em 1929 em resposta ao rabino Herbert S. Goldstein,de Nova York, escreveu “Acredito no D'us de Spinoza que se revela na Harmonia ordenada do que existe...” A ideia de D'us para Einstein era assim relacionada a de Spinoza. Spinoza não acreditava em um D'us pessoal,mas que a Natureza era Ela Mesma uma manifestação do Divino-um conceito conhecido como Panteísmo. Einstein às vezes era ambíguo sobre esta noção: “ Não sou um ateu,mas penso que não posso me denominar panteísta. Sou fascinado pelo panteísmo de Spinoza,mas admiro ainda mais suas contribuições para o pensamento moderno,porque ele foi o primeiro filósofo a lidar com a Alma e Corpo como uma coisa só e não duas”.

Para conhecer melhor este diálogo entre duas das maiores mentes judaicas de todos os tempos ( embora extremamente mal compreendidos),que estou ansioso para conhecer o livro “Deus ou seja Natureza”,do nosso amigo Roberto Ponczek,cujo lançamento se aproxima- 03 de setembro. Ponczek se debruçou por cerca de 06 anos para nos brindar com esta reflexão. Certamente Spinoza ganha uma importante oportunidade para esclarecer suas idéias e Einstein a de ser menos incompreendido. Um diálogo de amigos separados no tempo por 03 séculos,mas próximos na discussão de assuntos sobre D'us,o tempo e a natureza.

quinta-feira, agosto 13, 2009

A bandeirinha e a Razão de Ser.


Certo dia colei um, adesivo com a bandeira de Israel no meu carro e uma amiga me disse que era “coisa de goy”. Na época fiquei meio desconsertado, mas mantive a bandeirinha. Hoje, quase 02 anos depois, apagada a bandeirinha, senti falta da mesma e refleti um pouco sobre o episódio. O quanto da identidade judaica na diáspora pode estar dissociado da existência do Estado de Israel? O pensador Judeu-britânico Isaiah Berlin era um defensor visceral da identidade judaica e se questionava do que adiantava se julgar judeu se isto não estiver aliado à defesa do direito de existência de Israel? Claro, que isto não implica na defesa do governo, que numa sociedade democrática, é transitório, como, aliás, deve ser.

Cito um trecho de o seu livro Poder of. Ideas: “O futuro dos Judeus reside no Estado de Israel. O valor da diáspora consiste somente, portanto, na quantidade de apoio que pode oferecer ao novo Estado, ainda confrontado com muitos perigos. Enquanto as comunidades judaicas fora de Israel servirem para apoiar Israel tem uma razão se ser.”.

Penso que a minha bandeirinha simboliza a disposição de cumprir tal razão de ser.
Encomendei outra.


ROGÉRIO PALMEIRA

quinta-feira, julho 30, 2009

FREUD E O JUDAÍSMO

FREUD E O JUDAÍSMO

Sigmund Freud

Quatro grandes idéias influenciaram profundamente a cultura ocidental nos últimos 150 - A teoria da Evolução de Darwin, A Teoria da Relatividade de Einstein,Teoria Materialista da História de Karl Marx e a Psicanálise de Sigmund Freud. Três dos quatros pensadores eram judeus. Um deles com uma relação de auto-ódio com sua condição judaica, Karl Marx, outro orgulhoso da mesma e profundamente sionista, Einstein e por fim, Freud com sentimento por vezes contraditórios, de orgulho e tentando se equilibrar na corda bamba do assimilacionismo.

Sigmund Freud (1856-1939) nasceu em uma cidade da atual Moravia e cresceu e viveram 70 anos em Viena, então capital cultural e científica da Europa Central. Seus pais, cujas famílias eram provenientes dos Guetos da Galícia, se integraram aos numerosos Ostjuden vienenses. Os Ostjuden eram de prática ortodoxa. O Avô de Freud era rabino na Galícia. Porém o pai de Freud,não se sabe ao certo abandonou a prática religiosa. O jovem Freud, no entanto estudou hebraico e sua mãe se encarregou de transmitir os valores da cultura judaica, incluindo aí o humor e o uso do iídiche.

História pitoresca: Um jovem estudante de medicina encontra-se num bonde em Viena num dia de inverno,quando um cavalheiro vienense,resolve abrir as janelas do bonde, alardeando que o “cheiro se tornara insuportável” pela presença de um membro de um povo “estranho”. O jovem Freud veste a carapuça e inicia-se uma confusão no bonde em que o estudante defende ardorosamente sua condição e está disposto a chegar as vias de fato. Não foi um episódio isolado em sua vida. No inicío de sua carreira como médico, sua clientela era exclusivamente compostas pelos judeus vienenses e sua carreira acadêmica foi marcada pelo anti-semitismo. Para receber o tão sonhado título de Professor, passaram-se mais de 20 anos da sua graduação, os intelectuais e artistas judeus, embora todas as promessas de igualdade, tiveram uma luta árdua contra a discriminação, levando muitos, antes ardorosos talmudistas a assimilação.

Para Freud, apesar de todas as amarguras da condição de pertencer a um povo desprezado e perseguido, não superava a importante herança cultura e moral fornecido pelo judaísmo. Quando o pai de um de seus mais famosos pacientes, O Pequeno Hans, lhe questionou se não seria interessante converter seu filho ao cristianismo, Freud não apenas discordou da idéia, como alegou que tal atitude o “privaria de uma reserva enorme de experiências psíquicas”. No âmbito de sua vida pessoal, embora fosse secular, e se declarasse um “judeu sem Deus”, tinha lá suas superstições, principalmente envolvendo numerologia. Embora fortemente positivista daí sua tendência ao agnosticismo, suas raízes judaicas, deixaram marcas profunda. Não se sabe se teve contato com a corrente mística do judaísmo , a Kabbalah.

Mas sentimentos contraditórios levam Freud,a tentar “desjudaizar” sua ciência, a Psicanálise, inicialmente restrita a médicos judeus,sendo até chamada de “ciência judaica” . Aproxima-se de C. G Jung,com quem mais tarde rompe. Jung foi profundamente ligado ao nazismo,embora muitos dos seus simpatizantes tentem nega-lo. Mas isto é outra história. Durante toda vida, Freud foi membro da loja judaica Bnai Brit,com freqüência fazendo palestras e participando de suas reuniões. Em sua família,embora tentasse se desvencilhar da religião,manteve uma educação fortemente influenciada pelos valores judaicos. Quando da chegada dos Nazistas ao poder,um dos endereços logo vigiados foi a casa de Freud,e após pagamento de um resgate,o velho professor abandonou Viena,após 70 anos. Os Nazistas ,preocupados com a fama internacional de Freud,exigiram-no que assinasse uma declaração de que fora bem tratado. Freud,em um último lance de humor judaico, acrescentou que até “recomendaria o tratamento” . Em Londres,minado pelo câncer conclui o seu último livro,” Moisés e o Monoteísmo”,onde sem nenhuma base histórica,defende a tese da origem egípcia de Moisés. Para muitos foi a tentativa de aliviar sua angústia perante o crescente anti-semitismo e sua condição de viver em dois mundos-ser judeu e tentar ser universal.


quarta-feira, julho 08, 2009

A POLÊMICA DOS KHAZARES


O Poeta e filósofo medieval espanhol ,Yehuda HaLevy,relata em sua obra ," O Khuzari", a história da conversão do rei Bulam dos Khazares ao judaísmo,depois de ter debatido com representantes dos judaísmo,islã e cristianismo. Outra versão cita um sonho místico do rei que o teria inspirado. Nesta oportunidade,em pleno século VIII da Era Comum (E.C.) grande parte da população-principalmente a elite- acompanhou o rei e pela primeira vez,desde a queda de Jerusalém no ano 70 da E.C., o mundo teve um estado judeu,fato que só se repetiria após mais de mil anos com o advento do estado de Israel. A partir daí a história dos Khazares povoa o imaginário em torno dos judeus de origem askhenazi.
Seriam os ashkenazim descendentes do povo Khazar ?
O Reino de Khazaria ficava na Europa Oriental,na região da atual Criméia,ao sul tendo o mar Cáspio e Negro até sul da Ucrânia e da Bulgária ao norte, o antigo reino dos Magiares (húngaros) a oeste, encontrando-se espremido entre uma grande massa de Reinos cristãos e islâmicos. Com a notícia,houve naturalmente grande migração de judeus de outras regiões próximas para Khazaria. Porém no século X,a dinastia judaica de Khazaria entrou em declínio após ataques principalmente dos russos ,magiares e turcos; os judeus de Khazaria se dispersaram. Alguns entre os quais o escritor judeu Arthur Koestler,em seu livro " A 13a. Tribo",defende a idéia que os judeus askhenazim surgiram justamente do deslocamento deste refugiados khazares para a Europa Central. Isto explicaria,segundo o mesmo o componente caucasiano nesta população. Outros discordam-a maioria . Para eles os Khazares teriam sido absorvidos pelos ashkenazim da Hungria ,pelos sefaradim do Irã e parte pela população russa que ocupou a região progressivamente. A inexistência de palavras turcas no yiddish é utilizado como argumento para o furo da teoria dos Khazares. No entanto não há evidências de que esta fosse a língua dos Khazares,embora estes fossem etnicamente parecidos com os turcos e consequente diferentes dos ashkenazim. Não resta mais dúvida sobre a veracidade da histórica dos khazares, muitos artefatos mostrando uma presença judaica na região da Criméia vem sendo encontrados; datados dos séculos VIII a X. Porém parece haver uma tendência de utilização da história com objetivos obscurantistas.E o livro de Koestler acabou fornecendo muito material para os fascistas. Os anti-semitas usam o relato dos Khazares para disseminar teorias conspiratórias sobre os judeus ( que teriam primeiro dominado Khazaria, articulado a revolução russa e por aí vai... ). A mesma história é utilizada para acusar que os judeus europeus não são descendentes dos primeiros hebreus e portanto não teriam qualquer direito a Terra Prometida. De outro lado os defensores dos Khazares argumentam que o miscigenação dos Khazares, dos conversos europeus ao longo da história e mesmo os frutos de estupros sofridos durantes os inúmeros pogrons,explicam a grande diversidade genética dos judeus,embora em 75% exista marcadores genéticos de pelo menos 03 mães-primordiais ( 03 das 04 matriarcas ? ), o que confirma uma origem semita do grupo. A influência genética Khazar está diluída neste caldeirão e ao contrário do que se imagina, o maior componente é encontrado em cromossomos Y,o que denota origem paterna.
A polêmica dos khazares promete aumentar nos anos vindouros a medida que arqueólogos russos vão descobrindo mais evidências dos Khazares- a antiga capital foi descoberta em 2008- e os islamistas vão crescendo o seu poder de influência sobre os fascistas e racistas de plantão e tambem entre os puristas que tentam negar a origem multi-étnica do moderno povo judeu.



Para Ler mais:
2.O mito dos khazares e o novo anti-semitismo
Por: Steven Plaut * in http://www.visaojudaica.com.br/Junho2007/artigos/19.html
3.Os Khazares - a 13ª Tribo e as Origens do Judaísmo Moderno. 2005. Ed Relume Dumará
5.American Center of Khazar Studies . http://www.khazaria.com/

Na próximo post: Freud e o Judaísmo.

sábado, fevereiro 28, 2009

Homens Sábios e suas Histórias

 

Li recentemente o livro de Elie Wiesel, que retrata histórias dos mestres da Bíblia,do Talmud e do Hassidismo,cujo nome é o título deste post. Livro belissímo,muito instrutivo,mas ao mesmo tempo instigante,pois nos apresenta questionamentos e respostas,seguidas de novas perguntas. Um bom exercício intelectual acompanhar Wiesel por seus passeios.

Elie Wiesel,judeu nascia em uma pequena cidade de Sighet,hoje na atual Romênia,à época Hungria,em 1928, ainda menino foi levado ao campo de Concentração. A experiência é relatada no livro “ A Noite”,cuja leitura inquietante nos leva ao testemunho do Mal Encarnado e do quão sombrio o ser humano pode ser. O estraçalhamento das pessoas nos campos de morte nazistas,de seus mais básicos direitos,de sua humanidade. O coração e alma de Wiesel experimentam a “Noite”. Talvez o que algum místico tenha chamado a “ Terrível Noite da Alma “.

O Terror era mais forte que a fome” ,Wiesel escreve. Mais adiante relata- “ a Noite avançava. De todos os blocos,outros prisioneiros continuavam a  afluir,capazes,repentinamente ,de vencer o tempo e o espaço,de submetê-los à sua vontade. ‘ O que és Tu,meu Deus’,eu pensava com raiva,” comparado  a essa massa dolorida que vem gritar a Ti,sua fé,sua raiva,sua revolta ? O que significa Tua grandeza,Mestre do Universo,diante de toda essa fraqueza,diante dessa decomposição e dessa podridão ?” Por que ainda pertubar seus espíritos doentes,seus corpos enfermos ?”. E lamenta não apenas a dor da destruição física e moral, a ignomínia a que povo judeu foi submetido, mas ao extermínio de um modo de viver, a vida nos Sthetls da Europa Central e Oriental. “ A Noite”, é um livro de menos de 120 páginas muito denso e pesado. Ao tocar sua palavras sentimos a dor de quem escreveu.

Outro livro de Wiesel, “ Almas em Fogo”, relata a vida dos primeiros mestres do Hassidismo,suas histórias,sua devoção simples e apaixonada. Neste livro percebe-se ainda a dor da perda do modo simples de vida nas cidades e aldeias da Europa,sua alegria,mesmo em  meio a repressão e desconfiança,que os cercava. Sentimos a saudade de Wiesel desta época.

Em “ Homens sábios e suas histórias”, encontramos um Elie Wiesel,mais leve,porém não menos desafiador. Inicia sua jornada com o maior comentarista da Bíblia,Rashi, que viveu no norte da França e na Alemanha. Um curioso caso de erudito não-profissional ( Rashi, vivia como vinicultor),que era um respeitado Rabino e grande mestre do judaismo. “ O que diz Rashi ? “, Wiesel se pergunta,quando estuda algum trecho difícil do Talmud ou da Bíblia. Ficamos sabendo também que após a guerra,Wiesel,continua seus estudos talmúdicos ,interrompidos pela Shoah,que passou semanas estudando um único versículo, até chegarem a compreensão do mesmo. E desfilam então vários personagens, Abraão,Sara e Agar,as disputas domésticas e a separação da família tentando evitar mais  conflitos. Um midrash :os Irmãos Isaac e Ismael se reunem na tumba de Abraão: “ A União dos irmãos junto a sepultura paterna também nos recorda uma verdade que muitas gerações tendem a esquecer: Isaac e Ismael-ambos-são filhos de Abraão.”  Outro momento,refletindo o episódio de Sodoma e Gomorra comenta ,rementendo fontes midráshicas,sobre o como a compaixão era uma afronta a lei destas cidades, e como uma moça foi punida por demonstrar compaixão por um estrageiro. Deus ouve o clamor da jovem “ sede meu Juiz e de Sodoma” “ Gosto de pensar que, quando uma vítima,qualquer vítima sente dor,Deus escuta. Quando uma pessoa,qualquer pessoa é torturada,Deus resolve fazer justiça “.

São perguntas e mais perguntas,belas e emocionante histórias,sempre novos questionamentos,olhamos o mesmo relato por tantos ângulos que saímos enriquecidos. Elie Wiesel sempre manteve como preocupação os temas do anti-semitismo e do genocídio,alertando as novas gerações os perigos que sempre rondam as civilizações e acabam em tragédias de proporções gigantescas.  Comprometido com as causas do povo judeu,sempre apoiou ao Estado de Israel,envolveu-se no apoio aos  imigrantes judeus etíopes,criando um centro educacional, a causa dos judeus da antiga União Soviética e  mais recentemente luta contra o massacre em Darfur. Em 1986 Elie Wiesel é laureado com o Prêmio Nobel da Paz,após o qual estabelece a Elie Wiesel Foundation for Humanity com a missão de  “ combater a indiferença, a intolerância e a injustiça”. Os esforços da fundação recentemente foram  atrapalhados pela fraude envolvendo a Bernard Madoff Investment Securities,onde a fundação tinha cerca de 15 milhões de dólares investidos.

Para saber Mais:

Museu Americano do Holocausto

Biografia

Nobel Archive in Internet

Foto: Wiesel( a dir.) com Ytzhak Rabin.

domingo, fevereiro 15, 2009

BRANCA

 

Assisti há cerca de 03 semanas na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, a adaptação da peça de Dias Gomes,” O Santo Inquérito”, batizada de “ Branca”. Impressionante pela força dramática e da beleza cênica,além do tema em si mesmo, a peça teve breve temporada de reapresentação,após turnê recentemente em festival de teatro na Espanha,com grande repercussão popular.

O grupo OCO  Teatro Laboratório, trabalhou intensamente na adaptação e pesquisa,cujo resultado vemos  no palco, costumes cristão-novos e judaicos bem retratados, na bela seleção da trilha sonora,que aumenta o impacto emocional e na intensa carga de interpretação, com toda certeza  muitas lágrimas foram derramadas ao meu lado. Nossos corações e mentes ficaram inquietos.

A peça "o Santo Inquérito", aborda o processo inquisitorial da Igreja Católica,em torno de Branca Dias, personagem sobre a qual existem algumas versões ,mas todas  em torno deste eixo :  uma cristã-nova portuguesa  que foge para o Brasil Colonial no século XVI. 

Dias Gomes (1922-1999), dramaturgo baiano, de grande projeção nacional, também enveredou pela teledramaturgia ( teve algumas novelas na Globo)  e possivelmente utilizou a temática para abordar metaforicamente  a questão da repressão política e de idéias vigentes em plena ditadura militar. Dias Gomes era de orientação esquerdista e soube aproveitar sua obra dramática para expressar seu pensamento. Quem acima de  40 anos não lembra de Odorico Paraguaçu ? Existe algum personagem que encarne melhor a canastrice dos demogógicos populistas latino-americanos ?  O dramaturgo Arthur Miller nos EUA também utilizou um tema histórico remoto para discutir o presente opressivo,no caso o macartismo e a paranóica perseguição aos supostos esquerdistas e comunistas,na peça  " As Bruxas de Salém", baseado no delirante perseguição a um grupo de jovens na Massachussets Colonial . Mas isto é outra história.

Não podemos deixar de pensar na questão da liberdade de pensamento e de expressão,o que torna a peça em certo sentido atemporal. Nem deixar de pensar  em como deve ter sido difícil manter-se judaizante no meio da loucura que foi a inquisição.

Das várias versões sobre Branca, a mais verossímil  relata o seguinte:  Proprietária de engenho,Branca Dias nasceu em Viana da Foz do Lima, Portugal, possivelmente em 1515. Seu marido, Diogo Fernandes, conseguiu terras às margens do rio Camaragibe, na Capitania de Pernambuco, onde instalou um engenho para produção de açúcar.  Antes de acompanhar seu marido, Branca Dias, que era cristã-nova, foi denunciada à Inquisição, por sua mãe e irmã (provavelmente após os " suaves" métodos  de interrogatório praticados então), de manter secretamente práticas judaicas, algo proibido em Portugal até meados do século XIX. Admitindo a acusação, e recebendo as penas dos inquisidores, foi liberada em 1545. Em 1551, já estava no Brasil, para onde veio com seus filhos, desobedecendo então  as leis que  limitavam o deslocamento de condenados pela Inquisição. Depois da morte de Diogo Fernandes, o engenho declinou. Branca Dias e suas filhas, abriram em sua casa à rua Palhares, em Olinda, Pernambuco, uma escola de prendas domésticas para meninas. Após sua morte, possivelmente em 1558, voltou a ser denunciada, desta vez por suas alunas, aos inquisidores que visitavam a cidade. Seus ossos então foram levados a Portugal, onde seriam então lançados  à  Fogueira na Praça do Rossio,em Lisboa.  Uma de suas filhas, Brites Fernandes, admitiu práticas judaicas. 

Outra versão,afirma que Branca Dias,foi processada enquanto vivia em Recife,tendo atirado toda sua baixela de Prata, em um lago existente em  seu Engenho. Este teria ficado cristalino devido ao prateado das peças de Branca,o povo então o denominou de " Açude do Prata", onde supostamente existe a casa de Branca, conhecida como Chalé do Prata. Nesta versão ,Branca foi condenada e levada à  Fogueira da Inquisição aqui no Brasil. Outros afirmam que ela tenha vivido na Paraíba. 

   Existe também uma música de Edu Lobo,cuja letra reproduzo abaixo; 

“     Branca Dias  ( Edu Lobo )

Esse soluço que ouço, que ouço
Será o vento passando, passando
Pela garganta da noite, da noite
A sua lâmina fria, tão fria
Será o vento cortando, cortando
Com sua foice macia, macia
Será um poço profundo, profundo
Alvoroço, agonia
Será a fúria do vento querendo
Levar teu corpo de moça tão puro
Pelo caminho mais longo e escuro
Pela viagem mais fria e sombria
Esse seu corpo de moça tão branco
Que no clarão do luar se despia
Será o vento noturno clamando
Alvoroço, agonia
Será o espanto do vento querendo
Levar teu corpo de moça tão puro
Pelo caminho mais longo e escuro
Pela viagem mais fria e sombria
Esse soluço que ouço, que ouço
Esse soluço que ouço, que ouço   “

Para saber mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Branca_Dias

Branca a caminho da fogueira: uma história que se repete

"Memórias de Branca Dias" no Teatro Sá de Miranda

Dias Gomes

Oco  Teatro Laboratório

Ficha Técnica Montagem  “ Branca

Versão Concepção e Direção. Luís Alberto Alonso.

Elenco. Andrea Mota, Diana Ramos, Mario César Alves, Rafael Magalhães e Virgílio de Sousa.

Pesquisa Histórico-Musical. Dévora Judith Arber.

Cenário. Julio César e Luís Alberto Alonso.

Figurino. Zuarte Jr.

Costureira. Clarice Pimentel.

Adereços e Humanização do figurino. Luiz Claudio.

Trilha Sonora. Luís Alberto Alonso.

Iluminação. Virgílio de Sousa e Luís Alberto Alonso.

Fotografia: Marcos Salgado.

Produção. Carranca Produções Artísticas Ltda.

terça-feira, janeiro 27, 2009

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA E A SURDEZ

Nestes tempos difíceis de guerras,tsunamis e atentados,parece de fato que a epidemia de Cegueira pressagiada por Saramago,acomete a muitos,só que agravada por uma novo sintoma, a surdez.

Saramago,ele mesmo,deu forte sinais de ter sido acometido pela estranha enfermidade. Talvez nós estivessemos maravilhados pelos seus escritos e não tenhamos percebido antes. Pois bem o portuga,que já andou renegando a terrinha Ibérica,propondo que a mesma seja anexada à Espanha,agora por conta dos conflitos no Oriente Médio,resolveu atacar os “ Israelitas”(sic)  e sua religião,sob pretexto de atitude contra as ações do governo Israelense. Declarou que  “ Javé ou Jeová” é um Deus “ rancoroso”. No que pese as palavras do grande escritor acabaram atingindo o “deus” errado. Mas a intenção,ah! ,esta foi terrível. Foi rasteira. Saramago,velho adepto do comunismo stalinista,tenta se travestir em justiceiro, clamando contra “O processo de extorsão violenta dos direitos básicos do povo palestino e do seu território por parte de Israel”(…). Esperava que tão culta personagem conhecesse a história…depois dei-me conta que a tal “ Cegueira” também tinha atingido o escritor. E há muito tempo,ou então como poderia defender idéias tão absurdas politicamente como as que sua história registra ? No meio da epidemia de cegueira,descobri que ela  vem acompanhda de surdez. Por mais que falemos e mostremos às vítimas da estranha enfermidade os fatos, elas não vêem e nem escutam. Saramago não estava imune a estranha doença. Ninguém que se descuide está. Não adianta mostrar o que acontece e como muito não se via os velhos estereótipos afloram. 

Mas o que esperar dos judeus ?” …creio que lá no fundo,este é o pensamento que tenta se mostrar.

Muitas vozes racionais,irracionais  e muitas apaixonadas se levantaram no conflito. Muito se falou de paz. Escrevi alguns atrás de como o cessar-fogo era frágil. Os palestinos defendiam um cessar-fogo de um ano,Israel insistia por um ano e meio e logo após dez dias o Hamas rompe o acordo tácito de cessar-fogo. Pessoalmente nunca pensei que eles fossem cumpri-lo. O cessar-fogo para eles só tem um objetivo: se rearmar. Lemos o tempo todo sobre isso na imprensa internacional e são o próprio Hamas quem o declara.

Mas a cegueira e a surdez imperam soberanas,e os defensores dos islamofascistas,aumentam os problemas ao comparar a guerra em Gaza ao  Holocausto Nazista. Esquecem que os judeus que viraram fumaça na mão dos monstros nazistas,eram cidadãos comuns e não armazenavam em suas sinagogas,casas,lojas  ou escolas  armas para atacar seus vizinhos. Nem as armazenavam no nos hospitais. 

Na Inglaterra,vários acadêmicos mostraram apoio aos palestinos. Será que protestaram contra os bombardeios dos ingleses sobre os alemães ?  Quando os Nazi começaram a bombardear Londres, a força aérea inglesa (RAF) prontamente reagiu. E até onde eu saiba,não lançaram panfletos ou deram telefonemas para avisar os civis ou crianças alemãs para se retirarem dos alvos. Cidades alemãs inteiras foram destruídas. Os campos de concentração ficaram intactos até o fim. 

Mas será inútil para os que estão cegos e surdos a razão e ao bom-senso insistem na argumentação tola e perigosa. Segundo o levantamento da Liga Anti-Difamação,o número de ataques anti-semitas em janeiro já é 03 vezes maior que o mesmo período de 2008. E assim a epidemia tende a aumentar. Saramago e os espanhóis que foram às ruas apoiar o Hamas,já se esqueceram dos que perderam no ataque islâmico à Madrid. Nós não esquecemos os que se foram,nem traímos a sua memória. Hoje e sempre vamos nos recordar dos que sofreram com a intolerância,o desprezo e o preconceito,tão enraizado nas crenças e culturas mundo afora.

Só me resta dizer que hoje, Dia de Lembrança às Vítima do Holocausto, vítimas que incluem não apenas judeus,mas homossexuais,ciganos,Testemunhas de Jeová ( ah! Sr. Saramago,pergunte a estes se eles consideram Jeová ou Javé rancoroso),deficientes físicos e mentais e muitos eslavos -a raiz da palavra remete a “escravos “ nas línguas germânicas,pois eram considerados inferiores. Neste dia de combate a Intolerância,não é com palavras de incentivo ao ódio que conseguiremos a paz,mas tentando recuperar a  “visão e audição”, e clarificando a mente. Na fantasia de Saramago,subitamente a epidemia começa a arrefecer,esperemos que aqui no mundo real,ela ainda que mais lentamente,possa pelo menos não crescer mais e algum dia cessar.

Zionism: Israeli Flag

Crédito da imagem ao alto.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Racismo

Recebo e-mail da amiga Prof. Sluva Waintraub, com o texto a seguir e a foto:

“Segue foto de loja em Petra onde é proibida a entrada de cachorros e
> israelenses. Imagine se algo assim fosse feito por loja israelense:
proibida a entrada de caes e árabes...). E nós é que somos racistas.”P1102938

Faz-me lembrar o que os nazistas faziam. No filme “ A Vida é Bela” ,temos uma cena justamente em que o pai,interpretado por Roberto Benigni, tenta disfarçar do  seu filho a real intenção,que é anti-semita,inventa alguma explicação fantasiosa. Como explicar a uma criança uma coisa dessa? Mas Tudo isso é ignorado. Petra é na Jordânia e aquela bela caverna no filme” Indiana Jones e a Última Cruzada “foi filmada lá.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

O PT,a demagogia e a guerra.

 

  Recentemente o PT publicou nota condenando a ação israelense em Gaza,que classificou como "terrorismo de estado".Tragicômico,vindo de quem veio. Vamos refletir:

1-Um partido cheio"ex-terroristas" ( ? ) tais como Dilma Rousset,José Dirceu (este fez plástica e tudo...)entre outros. Não nos espantamos que apoie o terror do Hamas.

2-O Partido apoia regimes bestiais  como o de Cuba ( uma ditadura hereditária-familiar),que fuzila seus dissidentes,jornalistas e escritores. Basta não enxergar as " maravilhas do regime Castrista" para ir ao paredão.

3-Tem sua musa inspiradora no regime de Caracas( com o demagogo-mor Hugo Chavez),que mantém íntimas relações com os Narco-terroristas das FARC. Neste país rico em petróleo,mantem-se o padrão  reinante também entre os islâmicos da OPEP,muito petro-dólares para quem está no   e muito petro-trabalho  para o povo. Aliado do Irã.

4- Lula convidou Muamar Khadafi para juntos assumirem a "liderança do 3° mundo". Kadafi,um importante patrocinador do terror até os anos 90,quando após ter sérias perdas familiares,resolveu fazer a " soft operation" e quase saiu da cena ... Recusou a proposta lulesca,não quer compartilhar nada com Lula. Hoje li no Jerusalem Post e no Haaretz,que Khadafi,fez propostas inacreditáveis: Reconhece o direito a existência de Israel" mas no Alaska ou em  Honolulu" pois o " Oriente Médio é um mar de árabes". Acredita que  "Isolados  numa ilha os judeus seriam felizes" ! Propõe ainda a "Isratina" ,um estado único,acredito que sob o domínio muçulmano. Mais impressionante ainda ao propor que os EUA dêem " uma chance de paz" a Osama Bin Laden. Declarações feitas em uma teleconferência com estudantes árabes em universidade americana.

5- A figura-maior do partido, Lula,em sua visita ao Oriente Médio,deixou de fora Israel, a única democracia de loda a região e uma das raras em toda Ásia. Israel foi até criticado pelo sábio presidente.

6-O PT no fundo tem  ideologia stalinista. Todos sabem que o regime de Stalin,superou até o poderio nazista em número de pessoas exterminadas,e que mantinha campos de concentração (conhecidos como GULAGs) na Sibéria para seus oponentes ( será que daí vem também a inspiração regime Castrista ? ).

7-Segundo matéria da revista Veja em 2002,as FARC teriam doado R$ 1 milhão para campanha de Lula.

8-O PT como a esquerda de modo geral, ataca o Estado de Israel,mas nada diz dos regimes tribais da Arábia Saudita ( que tem este nome devido ao seu  primeiro rei no inicío do século passado ter como sobrenome saudi) 

09-O governo do PT calou-se quando Envo Morales promoveu "terrorismo psicológico " com os brasileiros na Bolívia e até se apropriou dos investimentos da Petrobrás por lá. Lula foi até foi cordial com o Morales.

11-O governo do mesmo PT,concede asilo a terrorista homicida italiano.O italiano é de " esquerda". Esquece a decência em nome de rótulos políticos partidários. 

Somos a favor da Paz e buscamos a paz,mas somos realistas e não é um conceito judaico " oferecer a outra face". Faço minha as palavras de Barack Obama,que durante visita a Israel,enquanto candidato, disse que " se a casa onde minha mulher e minhas filhas estivessem fosse bombardeada,eu faria qualquer coisa para evitar " e que " a função de qualquer estado é proteger seus cidadãos" e que  esperava "que Israel o faça". Hoje estamos sem guerra,mas não há paz.

Esta semana,alguns membros do mesmo PT liberaram nota protestando contra  a primeira declaração contra Israel entre eles o Governador da Bahia Wagner ,Tarso Genro e Marta Suplicy. Pelo menos isso.

Se a  escuridão do ódio e da ignorância continuar a dominar as mentes dos políticos ,neste e no outro lado do mundo ficará cada vez mais difícil. Cultivar a paz,passa por política embasada em comprometimento com valores que grupos como o Hamas abertamente pretende destruir.

Sobre Guerra,Paz e Estudantes Profissionais.

Mais uma vez somos surpreendidos por  ex-estudantes profissionais. Eis que recebo um e-mail do deputado Javier Alfaya,convocando o povo da Bahia a lutar pela paz na Palestina,onde  segundo o brilhante deputado " o governo de Israel tem impedido o povo palestino de ter um estado". 
E vem uma enxurrada de baboseiras. De quebra ainda nos brinda com uma foto ao lado de Arafat entre outras. As Imagens foram retiradas dos e-mails enviados pela Assessoria de Imprensa do Deputado. Combinação de obscurantismo de esquerda e   exibicionismo de quem esquece suas tarefas. 
Será que com suas idéias supostamente comunistas ele seria deputado na Palestina,Síria,Irã,Afeganistão (a época  dos Talebans) e outros regimes  alinhados a ideologia Islamofacista ?
 Engraçado  é que não me lembro dos protestos do eminente legislador contra os vários atentados Islâmicos na Europa,EUA,Israel. Nem contra o massacre étnico em Darfur,  comandado por radicais muçulmanos no Sudão .  Ou contra o atentado em Mumbai  na India. O que há em comum em todos os casos ? Radicais islâmicos que não  conhecem o significado do termo coexistência.




Semana passada,o deputado leu moção em apoio ao que chama de   " Causa palestina " ; foi aprovada pelos deputados baianos. Tal moção solicita  a criação de um estado palestino em território contínuo( porém onde o Estado de Israel iria parar não foi explicado pelos nobres parlamentares ) e  o fim da " agressão em Gaza". Não há referência sobre as declaradas intenções do Hamas de " exterminar o inimigo sionista" ou seja varrer Israel do Mapa. Nem ao não-reconhecimento de existência do Estado de Israel,notadamente a única democracia da região. Recorde-se que Israel é o  o único País que avisa  a seus agressores quando e onde se dará a resposta a  uma agressão sofrida,seja por telefone ou folhetos em árabe. E o que ocorre ? O tempo concedido para que se retirem do local são usadas para arregimentar crianças, mulheres,doentes e velhos para o papel de escudo humano.
Foram  Ignorados também  os constantes ataques a população civil em Israel ( através de homens-bombas ou mísseis ) ,bem como o  fato de que Hamas é  um braço do poder  do Irã,também empenhado em destruir o Estado Judeu. Nem do povo israelense (onde nem todos são judeus ). aliás  propõem varrer Israel dos nossos mapas,pois nos países árabes não há referência a Israel nos mapas.
Ao ler a tal moção, o deputado estadual Javier Alfaya levava aos ombros uma "hata", espécie de lenço utilizado pelos  palestinos. Segundo o deputado, um presente de Yasser Arafat, ex-líder da Autoridade Palestina,um notado terrorista por anos a fio, até depor suas armas. Aliás,não sei se os estudantes profissionais sabem,mas o Hamas anda trucidando e torturando os membros da Fatah,fundado pelo mesmo Arafat. Divergem em como deve ser perseguida a tal causa palestina.


Será que  o deputado já leu  um pouquinho da história das crianças israelenses que dormem sob ameaça constante de bombardeios ? Ou leu na mídia informativa internacional  que até alguns segmentos árabes reclamaram  de que ao invés de proteger os civis, O Hamas se escondia atrás destes ? Será que  ouviu falar que  no dia da Declaração da Independência de Israel,Árabia Saudita,Líbano,Jordânia,Iraque,Síria e Egito atacaram o recém-criado país? Será que sabe que  a declaração da Independência conclama todo cidadão de origem árabe a participar da construção do novo estado ? E que convida os países da região a construirem juntos a democracia,desenvolvimento e paz na região ?
 Finalmente o cessar-fogo foi declarad0(unilateralmente por Israel ),frágil e aparentemente ameaçado pelo fanatismo. Mas o deputado sabe que Israel já foi atacado pelos palestinos e que o Hamas vem tentando reconstruir  os túneis e pretende  se rearmar para " aniquilar o inimigo "? O Hamas mantém a velha e conhecida demagogia, também tão comum aqui na América Latina, para explorar o povo palestino e manter a miséria lá existente. 

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Ovo da Serpente



Alguns anos atrás tive o enorme prazer de assitir auma palestra de Pilar Rahola.
Mulher lúcida em um mundo alucinado por idéias distorcidas.
O conflito está tomado rumos que assustam. O mundo está centrado em Gaza como se fosse o mais sério. Pergunto-me o que é que os ensandecidos terrorista islâmicos não podem estar planejando?
Lembremo-nos dos acontecimentos de Madrid, de Londres e de Nova York, nessa ordem tentando fazer uma retrospectiva. Claro que houve outros, não menos sérios, mas não levados em conta. Te lembras do atentado em Bali, das agressões no Egito, de atentados em Turquia, etc ?
Isto me preocupa pois, é o ovo da serpente. Ou será que o mesmo já eclodiu e não percebemos?
Shalom alechem!
Jorge Lopez


Meu caro amigo Jorge Lopez,Humanista,sionista,químico,professor,pesquisador e sobretudo Judeu,fazendo referência ao o filme de Ingmar  Bergman,que retrata como o nazismo se infiltra progressivamente na Alemanha. Lembremos que as "pessoas comuns",apoiaram massivamente o regime. Como Berthold Brecht,declarou "O ventre da besta ainda está fértil". O anti-semitismo é a Besta.

domingo, janeiro 04, 2009

VEJA QUE INJUSTIÇA!

 

Mais uma vez,os fatos são distorcidos para alimentar o velho  anti- semitismo,oculto agora com a nova capa do anti-sionismo ou anti-israelismo. A revista semanal VEJA,estampa na capa de sua edição de 07 de janeiro de 2009,uma foto de uma criança palestina morta com o comentário de que entre as vítimas há inocentes e culpados.No texto da reportagem realça que a ação de Israel  pode ter até uma possível razão,mas definitivamente é uma reação exagerada. Depois comenta que até no  “ cálculo “ israelense para a ofensiva entra a intenção de boicotar as intenções de Barack Obama de tentar estabelecer a paz no Oriente Médio. Mais tolice ainda quando comenta que as raízes do conflito residem na criação do Estado em 1948,   “ na esteira do Holocausto”. E bláblábá!  Que é injusto comparar os ataques do Hamas “ com poucas vítimas” com a ofensiva israelense,que “ ataque a cidades sempre traz consequências sobre civis”, que Israel utiliza uma  “ lógica tribal “ para justificar auto-defesa,esquecendo que as cidades israelenses estão sempre sob ataque. 


Vejamos então: Lamentamos as crianças e inocentes mortos ou feridos,desejamos a Paz,por isso apoiamos ( como a maiorias absoluta dos judeus israelenses e da diáspora bem como os não-judeus amigos de Israel ) a saída da Faixa de Gaza, em 2005. Há 03 anos e meio. Não houve redução da violência,nem contra Israel ou contra a população civil. Paradoxalmente o grupo terrorista Hamas sobe oa poder legitimado pelos votos. Ocorre que não deixaram de usar crianças e mulheres,idosos ou doentes como escudo humano. Alan Dershowitz, renomado jurista americano, defende que a luz do direito internacional a ofensiva não apenas é legal,quanto é defensável e sem exageros.  Apoiado inclusive no artigo 51 das Nações Unidas que declara que qualquer nação se atacada tem o direito a auto-defesa.

Seria até engraçado se não fosse trágico,constatar tanta ignorância sobre uma dos mais profundos e duradouros conflitos modernos. E pior vindo de quem deveria nos informar e não deformar os fatos. VEJA ignora ( ou finge que o faz ) que ao contrário do que o texto diz, a criação do Estado de Israel,não impediu a criação do estado palestino,na realidade na mesma resolução da ONU ambos os estados foram criados,mas os árabes não aceitaram a divisão da então Palestina em 02 estados. Não informa que os judeus não chegaram lá “ depois de 2 mil anos”, como o texto sugere,mas que na realidade sempre houve uma concentração de judeus na chamada Palestina ( nome dados pelos Romanos) com exceção de Jerusalém onde foram proibidos até o século VII ,quando esta  passou ao domínio islâmico. Ou que este influxo  aumentou com o domínio Otomano no século 15 e  aumentou consideravelmente no final do século 18  e século 19. Os judeus não chegavam e expulsavam os árabes ( estes  só chegaram lá pelo século 7 ) mas compravam as terras.Judeus fugindo de intolerância de cruzados,bispos fanáticos ,inquisição,autos-da-fé,pogroms e massacres do gênero, sempre buscaram a Terra de Israel. Mas Compravam.  Saliento que na grande  migração sionista do século 19,Barões judeus europeus compraram grandes assentamentos,iniciando o renascimento da nação judaica,pois passaram a cultivar a terra,irrigá-la,fundaram escolas,universidades,cidades renasceram ou foram criadas ou cresceram onde antes só haviam pedras e areia.  Os palestinos (  "vítimas da superioridade Israelense" segundo VEJA) não desejaram estabelecer seu estado. Claro,sempre manipulados por obscurantistas líderes religiosos ou políticos,interessados em manter os valores democráticos de igualdade,liberdade e justiça longe destas paragens. Como nos outros países da 

região.

Embora na integralidade a terra devesse ser dada os povo judeu , a ONU cedeu 53% do território ,destes  80% de terras desérticas Mas existiam outras questões mais antigas. Quantos de nós fomos informados que O Mufti  de Jerusalém Haj Muhammed Amin al-Husseini  ( líder religioso islâmico ) fez um acordo com Hitler ? Ou que o Hizbolah massacrou e massacra os cristãos do Líbano  ou seus oponentes  mesmo que fossem muçulman0s?Ora! Isto é não é  importante,afinal não atingiu cristãos americanos ou europeus. Que ambos os grupos defendem táticas de terror  Ou que o Hizbolah massacra permanentemente  os cristãos do Líbano ? Que  intelectuais alinhados com os princípios de democracia e liberdade ,não conseguem sobreviver nestes regimes ?  Ou que o Hizbolah massacrou os cristãos do Líbano ? Identificar o início da crise com a guerra dos seis dias é no minímo cinismo. Ou ignorância.  A propósito numa tentativa de relembrá-la VEJA denomina o atual conflito como a “ Guerra dos 04 dias”. Já dura 10 dias. 


A mesma VEJA,criticava ferozmente o Terrorismo após os ataques em 11 de setembro. Igualmente com os atentados em Londres e Madri. Corretíssima . Estranhamente não comenta no seu texto que cidades israelenses vivem sob constante ataques terroristas há anos. Nem condena tais ataques. O Hamas,que é considerado pelas União Européia,ONU e vários governos e representações internacionais  é denominado na reportagem ,como uma “organização de inspiração religiosa”. Todo mundo civilizado conhece : HAMAS é TERRORISTA. Propõe o extermínio da única nação democrática em todo o Orienta Médio. Democracia estável há 60 anos,mesmo com as  guerras. 

Os palestinos,como a maior parte dos muçulmanos em seus livros escolares são ensinados que existe “ Palestina". Nos mapas não há referência a Israel. Mas VEJA prefere enxergar nos dois lados uma lógica tribal. Sugere que para paz a parte árabe  de Jerusalém deve ser “devolvida”,mas em uma reportagem da revista superinteressante do mesmo grupo editorial,cuja matéria de capa era sobre Jerusalém,afirma que os próprios moradores árabes são contra a tal “ devolução”,poiis preferem ser administrados por Israel. Acho que lá na Editora  Abril,cada qual só enxerga seu umbido e não valoriza o trabalho dos colegas  ou teriam lida a matéria  da superinteressante ,pelo menos antes de escrever sobre o assunto. 

Não há referências também ao fato de que antes da Guerra dos Seis Dias a Faixa de Gaza estava sobre controle egípcio e o Cisjordânia sobre controle sírio e  jordaniano e não houve levantes contra estes. Ou que a guerra foi desencadeado pelo ataque destes mesmos países a Israel.   Ou nos explica que antes da partilha da Palestina ,toda a área estava sobre controel Britânico e antes disso era província do Império Otomano.

Quanto a mentalidade “tribal “  que VEJA enxerga no apoio da sociedade israelense … Será que veja consegue citar um único caso de julgamento justo em qualquer um dos países 

comprometidos com a causa palestina. OU mesmo um registro de imprensa livre. Recentemente uma corte saudita negou divórcio ou anulação de casamento de uma menina de 12 anos com um marido mais de 50 anos mais velho. Que exemplo de civilização!

Será que a mesma indignação mostrada com fotos de vítimas “ inocentes” palestinas,quando existem vítimas constantes nos últimos anos feitas pelos mesmos extremistas fanáticos  ? Será que crianças palestinas são mesmo protegidas por estes piedosos aliados dos palestinos ?  Sentimos pelas crianças palestinas e islâmicas em geral,submentidas a uma incessante lavagem cerebral,com o objetivo de insuflar  intolerância. 

Será que VEJA informa a seus leitores que um dos itens da educação nestes grupos incluem insuflar o ódio aos judeus e ocidentais em geral ( pois são aliados do grande Satã que são os EUA) ?  Que ensinam as crianças e jovens  que com o terror suicida conseguirão mais de 70  “  belas virgens de seios túrgidos” no paraíso islâmico ? E ainda suas famílias ganharão Honra e alguns milhares de dólares!

 Neste final de semana a polícia belga desbaratou um plano terrorista que pretendia matar seis intelectuais judeus  de língua francesa, entre os quais o filosófo francês Bernard-Henry Levy. Levy esteve em Salvador em março de 2008 na Conferência Fronteiras do Pensamento. Adivinhem os responsáveis? Que pensou “ radicais islâmicos” como a VEJA prefere 

chamá-los  acertou. Eu teria pensado “ terrorista islâmico” e  teria errado…

Publiquei no Cabeça de Judeu um artigo de um médico  muçulmano,condenando estes terroristas e comentando o mal que fazem ao avanço do povo islâmico. o ator muçulmano egípcio Idel Aman Pena que opiniões como esta são sempre raras entre os islâmicos. Talvez pelo medo. Lembremos que por coisas deste tipo o cineasta holandês Van Gogh foi executado na Holanda por Um “radical islâmico”  e  Salman Rushdie viveu anos escondido. Rezo pela segurança destes ue pensam na paz.

VEJA admite que o HAMAS utiliza civis como escudo humano e não reflete que por isso o número de vítimas civis  é tão alto. Se em Israel o cidadão fosse utilizado como escudo as vítimas já seriam milhares . Os terroristas do Hamas,segundo  VEJA informa, massacraram mais de 100 membros da Fatah,destruiram delegacias e prédios públicos na faixa de Gaza,para assumir integralmente o controle da mesma . Agora  segundo a inteligência israelense se escondem em hospitais,utilizam mesquitas como depósitos de armas e por aí vai.  Mas  VEJA considera aceitável que os israelenses vivam em permanente terror. Aceitável terem 15 segundos para correr para algum abrigo antiaéreo ! Senhores vidas são vidas! 

Será que se S. Paulo, onde vivem os ilustres editores de VEJA, fosse atacada diariamente por mísseis ( a média antes da ofensiva chegava até a 200 por semana ) ou  atentados a boates, ônibus,supermercados ,lojas,shopping-centers  que passassem a explodir do nada,VEJA teria a mesma opinião?  Que ataques diários são aceitáveis com poucas vítimas .É fácil criticar Israel do conforto de uma visão estreita e curta de milhares de quilômetros de distância. 

" Podemos perdoar os árabes por matar nossos filhos. Mas não podemos perdoá-los por  nos forçar a matar seus filhos" Golda Meir

" Teremos paz com os árabes quando eles amarem  seus filhos mais que nos odeiam" Golda Meir.


Fotos: deolhonamidia.org.br

quinta-feira, janeiro 01, 2009

A SOLUÇÃo DE GAZA ESTÁ NAS MÃOS DOS PALESTINOS

Este artigo traduzi do Jerusalem Post,publicado em 01-01-09. Parece que existem muçulmanos não-fanáticos e racionais.
A SOLUÇÃo DE GAZA ESTÁ NAS MÃOS DOS PALESTINOS Depois de Israel lançou sua ofensiva militar contra Hamas, em instalações militares em Gaza ,em resposta aos repetidos ataques a civis israelenses, as ruas árabes não perderam tempo e e demonstraram com paixão sua oposição a Israel.Na Europa, muitos ocidentais também tomaram parte no protesto. Como um muçulmano egipcio,agora vivendo na América, eu me pergunto porquê a rua árabe e seus apoiadores no Ocidente nunca mostram igualmente forte resposta contra terroristas islâmicos que almejam civis inocentes mundo afora, explodem mercados inteiros,com civis de origem predominantemente muçulmana no Iraque, Paquistão, Sudão, Turquia, etc. Quando você considerar que os ataques israelenses mataram cerca de 400 pessoas,maioria militante do Hamas, nos primeiros quatro dias, a atitude passiva do mundo muçulmano contra os terroristas representa extrema hipocrisia. Se eles realmente se importam com as vidas de muçulmanos , deveriam ter demonstrado nos mesmos números e com igual veemência contra os islamistas que assassinaram centenas de milhares de seus concidadãos muçulmanos, para não mencionar o Hamas que abate membros do rival Fatah - mulheres e crianças incluídos. Outra questão é porque não vimos uma forte reação similar contra os terroristas que praticaram o mais recente atentado em Mumbai. Muitos indianos, ocidentais e Judeus foram mortos. Mas não houve erupção espontânea e demonstrações de indignação na Europa, para denunciar o ataques, como no caso de Gaza. São essas vidas menos importantes que os dos palestinos? Onde está a o furor público organizado contra a matança lasciva de indianos e judeus? Assistimos à queima de igrejas no Iraque, no mãos dos jihadistas. Sabemos também que milhares de Cristãos iraquianos fugiram porque os islamistas impõe sobre eles o tradicional Shari’a escolha para os não-muçulmanos: Converter-se ao Islã, paguem um imposto humilhante (jizzia), ou ser mortos. No entanto, não ouvimos qualquer coisa a partir das ruas árabes ou de seus apoiantes. Só silencio petrificante. As vidas palestinas valem mais do que as dos cristãos no Iraque? Uma mentalidade tribal ainda governa o mundo muçulmano , e não há qualquer vontade de demonstrar-se contra concidadãos muçulmanos, mesmo contra aqueles que tenham cometido grandes crimes contra outros muçulmanos. E a Europa é demasiado evisceradas para vir ao auxílio de vítimas cristãs dos "anti-infiéis". Depois, há velho anti-semitismo. É tão fácil demonstrar-se contra os judeus ou Israel e extremamente rara ver demonstrações de apoio às vítimas judaicas, tais como o altruísta rabino e sua esposa, que foram selecionados para a uma tortura especial em Mumbai, pelos islamistas. Ele faz o "impulso" europeu de boa consciência apontar um dedo contra a suposta "agressão" de Israel para ajudar a minorar alguns dos seus próprias culpas remanescentes . O mundo muçulmano e os europeus que apoiam as manifestações contra Israel deve parar a tendenciosa reação, que cega e reflexamente apoia a palestinos e criminaliza Israel. Aqueles que se demonstrarem contra a campanha militar em Gaza devee perceber que se o Hamas tivesse parado de atacar Israel com seus foguetes, Israel não teria lançado o seu ataque. Se o Palestinos tivesses se focado na construção de sua sociedade e não em destruir os outros, toda a região iria desfrutar da paz e prosperar. Caso palestinos reconheçam o direito de Israel a existir, finalizar o terrorismo contra os judeus e nutrir um sincero desejo de viver em paz, eles terminariam o seu sofrimento. A solução agora está simplesmente na mãos dos palestinos - não dos israelenses.

TAWFIK HAMID é escritor,médico e reformador muçulmano, é o autor de "Inside Jihad."